ninalimeira
bialessa:

Sem palavras você sempre me dizia: ” Vai embora. Sai daqui! “. Muitas vezes até colou em palavras. Mas nunca deixou de chamar meu nome. Me fazia pensar que me queria por perto. E lá ia eu. Fazendo qualquer coisa que me pedia. Era só gritar meu nome que eu perguntava: “O que você quer?”.
Fui me perdendo achando que aquilo era o certo.  Deixando que me usasse de todas as maneiras possíveis. Ingênua, nunca percebi que apenas me fazia de um alicerce para sua carência e solidão. E quando não precisava apenas me ignorava. Ou pior. 
A dor aumentava quando parecia nem me respeitar. Jogando na minha cara a variedade de loiras e morenas que você tirava na estante eventualmente pra brincar. Assim como fez comigo. Acho que eu era seu ultimo presente de aniversário na época. Aquele que a gente deixa em cima da cama,mas claro, ate ganhar o próximo.
Sempre fiz de tudo pra não te aborrecer. E você nem se importou.
Ignorei a todos. Fiz o que queria. E aqui estou eu. Pior do que no ponto de partida.
Pra mim era mais do que queria. Mas nunca vai conseguir ser o que preciso.
Não combino mais com os outros brinquedos que tem na mão. Não me encaixo mais. Brincadeiras assim tem hora. E eu, já vou embora. Seus chamados vão virar eco. Os olhares não se encontraram com os meus.
Não sou tola, apenas custei pra acreditar que isso realmente seria o melhor. Não para você. Mas pra mim.

bialessa:

Sem palavras você sempre me dizia: ” Vai embora. Sai daqui! “. Muitas vezes até colou em palavras. Mas nunca deixou de chamar meu nome. Me fazia pensar que me queria por perto. E lá ia eu. Fazendo qualquer coisa que me pedia. Era só gritar meu nome que eu perguntava: “O que você quer?”.

Fui me perdendo achando que aquilo era o certo.  Deixando que me usasse de todas as maneiras possíveis. Ingênua, nunca percebi que apenas me fazia de um alicerce para sua carência e solidão. E quando não precisava apenas me ignorava. Ou pior. 

A dor aumentava quando parecia nem me respeitar. Jogando na minha cara a variedade de loiras e morenas que você tirava na estante eventualmente pra brincar. Assim como fez comigo. Acho que eu era seu ultimo presente de aniversário na época. Aquele que a gente deixa em cima da cama,mas claro, ate ganhar o próximo.

Sempre fiz de tudo pra não te aborrecer. E você nem se importou.

Ignorei a todos. Fiz o que queria. E aqui estou eu. Pior do que no ponto de partida.

Pra mim era mais do que queria. Mas nunca vai conseguir ser o que preciso.

Não combino mais com os outros brinquedos que tem na mão. Não me encaixo mais. Brincadeiras assim tem hora. E eu, já vou embora. Seus chamados vão virar eco. Os olhares não se encontraram com os meus.

Não sou tola, apenas custei pra acreditar que isso realmente seria o melhor. Não para você. Mas pra mim.

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